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Quinta-feira, 19 de Março de 2009

Não há coincidências ...

Imagem retirada de http://amadeo.blog.com/repository/292005/852989.jpg

 

Isabella andava inquieta pela sala, estava sozinha, precisava de se distrair daquele tormento do passado. Agarrou numa carta e nem se lembrou do que tinha prometido a Pilar, nunca lerem uma carta sozinhas, sempre as duas. Mas a sua amiga também não andava bem, tinha sido transferida para um serviço extremamente exigente a nível humana, havia dias que chegava de rastos, chorava e a sua vida pessoal estava de mal a pior. João tinha-lhe prometido a felicidade, tinha-lhe prometido amor eterno, mas Pilar chegará à conclusão que tinha sido mais uma aventura amorosa na sua vida, mais uma conquista para alimentar o seu ego masculino; nunca lhe pedirá para deixar a sua família, apenas lhe pedirá a verdade e não a mentira.

Isabella pensava para si mesma que os homens eram todos iguais e o melhor mesmo era ficar sozinha, Miguel tinha mudado de cidade repentinamente e nem lhe dera uma justificação.

Foi à cozinha buscar uma caneca de chá de camomila e umas areias, olhou para o caixote de cartas e tirou uma ao acaso, Pilar compreenderia que a solidão daquele dia teria sido preenchida por mais uma carta, uma vida desconhecida ... verificou que faltavam apenas duas cartas para abrir ... retirou a penúltima, a outra ficaria para Pilar.

Abriu o envelope devagar, era uma carta de um homem, com uma caligrafia perfeita, denotava-se um equilíbrio, uma perspicácia naquela letra.

 

"Londres, 17 de Janeiro de 2004

 

Querida Alexandra,

 

De certo estranharas esta minha carta, estás longe da nossa terra, longe dos teus familiares, longe dos teus amigos. Descobri a tua morada por um amigo comum e precisava de escrever-te a contar-te a verdade esperando que me possas perdoar. Sei que fugiste da vergonha, da humilhação que te fiz passar, sei que te abandonei no altar, que fugi de ti e de todos não tendo coragem para revelar o meu maior segredo. Sei que jamais me perdoarás, mas quero que saibas a verdade e o quanto me custou deixar-te ali, mas não podia casar contigo. Não podia permitir a mim mesmo, fazer-te infeliz para toda a vida, sempre acreditei que encontrasses alguém que te amasse de verdade e que me pudesses esquecer. Preferi assim. Não julgues que não te amei, amei-te com todas as minhas forças, não com paixão, não com desejo carnal, amei-te como amigo, como irmão, com a maior pureza que o Amor pode ter, nunca tive coragem para te dizer que amava outro homem, nunca consegui dizer-te que sexualmente não me sentia realizado contigo mas com outro, por isso evitava tantas vezes a intimidade, tu lembras-te disso ... Deixei arrastar a situação, evoluir o namoro com medo de te magoar, mas não podia adiar mais esta mentira, não podia permitir que ambos fossemos infelizes e quem sabe até os nossos filhos se os tivessemos.

Alexandra, perdoa-me por tudo o que te fiz, mas acredita que o meu amor por ti foi o mais puro e ingénuo de todos.

Um beijo para sempre

Filipe"

 

Isabella estremeceu ... será que tinha acontecido o mesmo ao seu noivo e vinha-lhe à mente uma frase ... "não há coincidências".

 

publicado por Ennoea às 15:13
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2 comentários:
De Jorginho a 19 de Março de 2009 às 15:22
Olá
Como está.
Adorei este blog, bem conseguido bonito e elegante gostei.
Muito bom gosto.
Beijinhos
De Maria Fragoso a 19 de Março de 2009 às 16:03
Obrigada, é uma pequena parceria entre duas amigas!
Beijinhos

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